terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A Korean Odyssey [Breve comentário]

2018 mal começou e a tvN já socou em cheio o meu estômago ao apresentar seu mais novo drama: A Korean Odyssey, também traduzido para Uma Odisseia Coreana (tradução da Netflix, que exibe os episódios semanalmente), ou simplesmente Hwayugi. O drama ainda está em andamento, tendo apenas duas semanas de exibição, mas apenas com isso podemos dizer que é um grande sucesso, pois está conseguindo uma ótima audiência mesmo considerando a transmissão em canal fechado (audiência coreana, claro).

A última grande audiência da tvN que tive o privilégio de acompanhar foi em 2016/2017 durante a transmissão de Goblin, que foi um grande drama da emissora. De lá pra cá me decepcionei um pouco com os dramas de fantasia, principalmente depois que vi Bride of a Water God, um drama fraquíssimo transmitido pela mesma tvN. Mas esse veio para resgatar minha fé dos dramas de fantasia e vou explicar o motivo nesse post.


A Korean Odyssey começa quando uma garotinha ainda em idade escolar encontra um "mago" que planeja usá-la para seus planos. A garotinha em questão tinha o dom de ver criaturas sobrenaturais e, por conta disso, só ela poderia adentrar as Montanhas de Mármore, uma espécie de casa que servia de prisão a uma divindade chamada Son On-Gong, uma espécie de "rei macaco". A menina faz um acordo com o "mago" e adentra a casa, mas acaba tropeçando em suas ações e libertando a divindade Son On-Gong. 25 anos depois os três se reencontram e descobrem que um depende do outro para conseguir aquilo que mais buscam.

Essa sinopse não mostra tudo o que os primeiros episódios trazem, mas apresenta a trama central sem jogar tantos spoilers. Hwayugi é um drama que te surpreende desde os segundos iniciais, então revelar a trama sem acabar com uma surpresa é uma tarefa arriscada.


Acredito que o trunfo principal desse drama são os seus três protagonistas, em especial os dois masculinos: Cha Seung Won e Lee Seun Gi. Ambos os atores nos fazem querer continuar assistindo apenas para podermos continuar os vendo em tela. Cha Seung Won faz o "mago", ou melhor, o rei demônio Woo. Seung Won tem uma interpretação bem caricata, mas mesmo assim os trejeitos extravagantes, a risada e o bigode de cafajeste nos fazem querer ter mais minutos dele.

Da mesma forma Lee Seun Gi. Seu personagem é encantador, não indo muito pra comédia e sim para a ação. Acredito que foi a escolha acertada para o papel, pois ele consegue nos convencer. O personagem muda bastante com relação à protagonista, uma hora a amando e outra a odiando, e mesmo assim conseguimos comprar as suas emoções como verdadeiras. Além disso, eu nunca o tinha visto em nenhum outro papel, mas assim que o vi em cena (em Hwayugi) me encantei.


O drama seguirá uma linha bem xxxHolic, com vários casos sobrenaturais para serem solucionados. A trama central ainda não foi totalmente explicada, mas acredito que logo poderemos ter uma ideia maior sobre o passado de cada um dos personagens.

Sobre o romance: amei a ideia de um falso amor entre os protagonistas. O rei macaco e sua amada começam de uma forma forçada, sendo que ele a ama e a protege contra sua própria vontade, mas acredito que foi a melhor forma de deixar tudo mais interessante. Nos próximos episódios ele deve começar a esboçar sentimentos reais pela mocinha, o que claramente nos presenteará com mais cenas românticas.

No aguardo para os próximos episódios.


domingo, 7 de janeiro de 2018

Net-juu no Susume [Recomendação/ Anime]

Há tempos não escrevo nada de interessante. Não tenho assistido nada que tenha me levado a escrever sobre, e isso tem me irritado bastante. 2017 pode ter sido um ano bom em alguns pontos, mas não foi bom para mim em relação a filmes, séries, mangás e animes. Minha empolgação com as produções que vi no ano passado pode ser muito bem observada aqui... Não postei nada no ano de 2017, e não me arrependo.


Pois bem, sempre escrevo algo no começo de todos os anos, e para esse decidi postar um texto sobre um anime que assisti recentemente. Devo confessar que há muito não escrevo nada sobre anime, pois as produções caíram na mesmice e nada conseguiu me envolver, com exceção de Yuri on Ice, que foi o último anime pelo qual me apaixonei. Entretanto, não falarei deste hoje, mas sim de Net-juu no Susume, um anime que assisti de forma despretensiosa, mas que conseguiu me fazer rir em alguns momentos.

Bom, começando a falar sobre o anime, ele é uma adaptação (com 10 episódios e um especial) de um web-mangá. A história dele é muito similar à história de Love O2O, um drama chinês que me encantou recentemente. Ambos abordam um romance virtual que se inicia em um jogo online e que, por alguma coincidência, sai para a vida real. No drama os personagens principais são apresentados como bem resolvidos e populares, o que é o oposto da trama central do anime em questão.


Nos episódios iniciais somos apresentados à Morioka Moriko, uma mulher de 30 anos, desempregada e viciada em jogos online (bem estilo WOW). Ela é muito bonita, mas por não ter amigos e sair de casa raramente, não cuida de sua aparência, o que atrelado ao fato da personagem não ter auto estima, nos faz pensar que a mesma vive em uma situação deprimente. Mas esse fato nos leva a continuar a assistir, pois a proposta do anime é nos mostrar a mudança na vida de Moriko, e essa mudança vem justamente quando ela começa a jogar um jogo RPG chamado Fruits de Mer. Nesse jogo cria um personagem masculino que resolve chamar de Hayashi, um personagem que em poucos minutos de jogo recebe a ajuda de uma linda personagem chamada Lily, que o leva para sua guilda. O que Moriko não sabe é que a tão fofa Lily é Sakurai Yuuta, um homem lindo que acabou se apaixonando por ela na vida real.


A parte mais interessante da história, e o que a torna uma linda surpresa de temporada, é ver como os dois vão descobrindo aos poucos a real identidade um do outro e como, após isso, eles acabam percebendo o outro não como personagem, e sim como pessoa. Gostei muito de ver como mesmo sem saber que Moriko estava no jogo com ele, Yuuta se apaixona por ela assim que os dois sofrem um acidente. Acho que acabei me interessando muito pela personalidade do Yuuta, e por isso levei o anime até o final rapidamente. É um personagem muito doce.


Outro ponto positivo é o jogo em si. É divertido ver os personagens interagindo tanto no jogo quanto na vida real. Me lembra um pouco Lucky Star, pois Konata-chan era um pouco viciada em PC-games. Fora isso, indico o anime como um entretenimento de algumas horas. É algo leve e rápido que não te faz perder tanto tempo assistindo. Então é isso.

Recomendável.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

TOP - Os 5 melhores doramas de 2016

Prontos para 2017? Apesar de 2016 ter passado lentamente, como se nunca fosse terminar, devo reconhecer que esse ano infinito também nos presenteou com lindas histórias. Os doramas me encantaram em 2016, principalmente os de época, com suas lutas de espadas e suas caraterizações magníficas. A lista de dramas é tão boa que fico até com receio que 2017 não consiga se comparar em qualidade ao que 2016 nos proporcionou.
A seguir meu TOP de "5 melhores dramas de 2016", porque nada melhor do que listar o que foi bom e panfletar aquilo que deve ser panfletado.

5 - Cheese in the Trap



Cheese in the Trap é um bom dorama, sem dúvidas, mas chega a amargar péssimas classificações devido ao seu final. Apesar disso, gosto da forma como a história se desenrola e ouso dizer que foi o primeiro drama a tornar-se um de meus favoritos, seja pela OST maravilhosa, como também pela atuação do triângulo amoroso. É um drama que, ao contrário dos demais, que mostram a vida de uma colegial, mostra a vida de uma universitária pobre e os seus dilemas no sistema educacional competitivo coreano. É bem interessante ver, além do romance, as preocupações da protagonista com os trabalhos em grupo, com a nota em exames e com os estágios. Prota gente como a gente.


4 - W - Two Worlds



W é um drama complicado de se resenhar, pois em si só é complicado de se compreender. A sinopse trás dois mundos (o mundo real e o mundo dentro de uma história em quadrinhos), sendo que os personagens de ambos acabam interagindo entre si. A filha de um quadrinista entra dentro de uma história em quadrinhos da autoria de seu pai, e acaba se apaixonando pelo personagem principal da mesma. Não digo que esse é o meu drama favorito do ano simplesmente porque em muitos momentos o "trem desandou", ou seja, o roteiro ficou confuso demais, e fiquei sem entender o que se passava. Mas, apesar de tudo, é um dos melhores dramas do ano pela originalidade.


3 - Descendants of the Sun


Claro que o drama mais amado do ano na Ásia não poderia ser deixado de fora dessa lista. Descendants conta a história de amor entre duas pessoas totalmente opostas: um soldado e uma médica, e que justamente por isso acabam enfrentando várias problemas no decorrer da trama. O destaque vai para o protagonista, Song Joong Ki, que foi fantástico, principalmente nas cenas de ação.


2 - Goblin


Drama ainda em andamento, mas mesmo sem ver o seu final, já é possível considerá-lo como um dos melhores do ano. Primeiro, a atuação de Gong Yoo é fantástica, e segundo, a química entre ele e Lee Dong Wook é a melhor coisa que já vi durante o ano (morro de rir com os dois). Ambos os atores principais estão arrasadores em seus respectivos papéis, e fazem um bromance como ninguém. O romance entre a protagonista e o Goblin é bonitinho, e faz com que fique boba com todas as cenas entre os dois. Muito além disso, fiquei apaixonada pela fotografia, pela OST instrumental e pela locação.


1 - Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo



Melhor drama do ano, sem dúvidas. Claro, o drama passou por vários problemas de execução, principalmente no que se refere ao andamento do roteiro. O começo ficou bem parado, leve, e na etapa final tudo foi muito corrido, porém, apesar de tudo isso, o drama contou com as melhores locações, melhor trilha sonora, melhor ator secundário e principal e melhor casal do ano. Também gosto de mencionar a familiaridade que a história tem com a novel/anime Saiunkoku Monogatari, e acho que esse é um dos principais pontos que me atraiu em Moon Lovers. A direção e roteiro poderiam ter sido bem melhores, mas nada é perfeito nessa vida, né?



Feliz 2017 a todos!